quarta-feira, 14 de junho de 2017

2º Re-ATO: o corpo espetacu_LAR


Palestra Corpo, Cultur, Esporte e Lazer...Performances e intervenções urbanas no corpomídia

Conversando no Seminário "As peculiaridades da política pública e suas relações com o corpo, cultura, diversidade e lazer" (Universidade do Estado do Pará, Belém-2017)





quarta-feira, 12 de abril de 2017

O corpo urbano do/no terreiro do mundo! Cia Treme Terra na “terra do treme” – Somos todxs Kaiowás!





O corpo urbano do/no terreiro do mundo!  Cia Treme Terra na

 “terra do treme” – Somos todxs Kaiowás!

Rosilene Cordeiro[1]

Completamente importante, no atual contexto de lutas, poéticas e estéticas de resistência negra e afro-indígena ( amplamente muito bem acolhido nas cidades de Castanhal, Santa Isabel e Belém) a estada da Cia Treme Terra, nos terreiros deste continental estado afro-ameríndio do território brasilis. Uma Cia nascida no Morro do Querosene e atualmente atuante no bairro Rio Pequeno, há dez anos atuando num trabalho na periferia da zona oeste de São Paulo, contribuindo para a descentralização da produção da música e dança contemporânea.  Durante todo este período, a Cia vem fomentando atividades de formação nas linguagens de dança e música, buscando promover a transdisciplinaridade e constituir para um espaço de discussão, troca e pesquisa acerca da Cultura Negra em diálogo com a comunidade do entorno.[2]
E é sobre espaços de apresentação proposta pela Cia que me embrenho nessas matas residuais de túneis de passagens entre África e Brasil, tão bem costuradas pelos fios da oralidade musicada da mesma, que vou  trilhando os caminhos de volta a nossa ancestralidade desperta pelo espetáculo Terreiro Urbano.
Estive em Castanhal-PA na manhã posterior à apresentação da Cia na cidade, no dia 07 de abril de 2017 a qual se apresentou no SESC, num espaço adaptado para a apresentação cênica (uma sala que funciona como uma espécie de auditório, não um palco convencional). As narrativas do público pós-recepção do trabalho desses jovens artistas, entre compositores, músicos e bailarinos periférico-militantes deixavam claro o deslumbramento deixado na instituição pela imersão proporcionada: “Você precisa ver...você tem que ver! É muito lindo! Perfeito, mesmo. É um terreiro,mesmo. Um luxo!” – relatou-me um técnico cultural da instituição com os olhos vidrados de poesia e um riso gratuito de boca inteira na face feliz.
Em Belém os atuantes passaram pelo Casarão de Bonecos[3], apresentação sobre a qual os relatos dos espectadores não foram menores. A poesia do espaço abrilhantada pelo requinte de ‘palco de quintal’, de um intimismo bem amazônico paraense deu a demão necessária para que os fluxos trocados fossem de alta conexão, acredito. Lá não estive, tendo acesso ao espetáculo pelos vídeos, imagens e comentários compartilhados em redes sociais acerca da sinergia ancestre do ‘trabalho’ em tela - para quem não sabe, povos de terreiro trabalham todas as vezes em que cantam e dançam para seus deuses e deusas, onde quer que estejam!
Minha audiência se deu em espaço teatral, especificamente no Teatro Experimental Waldemar Henrique, nosso mimo identificado como templo emblemático na história do teatro contemporâneo na região norte do país por sua natureza epitélio-laboratorial de grupos e companhias que por lá passaram, desde a década de 70 (de sua criação) vindos de diversos recantos temáticos e geográficos que desejavam um intercâmbio de afetos de natureza mais “caseira” pouco protocolar e mais perceptiva das manifestações artísticas em cênicas. Um trabalho de proscênio, eu diria. E o que poderia ser entendido como decréscimo energético por alguns desavisados, a mim, confirma o que há tempos tenho desenvolvido nas ações de “Terreiro é o Mundo!”[4] nas inserções que vimos fazendo no estado entre pesquisa, cena e atividade acadêmica.
Não são os espaços que determinam as ações no trabalho, apesar de serem reveladores de possibilidades sígnicas outros impactos pela poética de contexto que as representam. São os corpos dos atuantes que nivelam, que nos teletransportam para dimensões antepassadas espaçotemporais . São corpos que nos fazem girar e girar nessa volta aos recantos das Áfricas de nossos imaginários violados pela literatura de uma europa pagã, eurocêntrica, etnocêtrica, branca coloizadora nossa grande algoz.
Leio, para além da arquitetura cênica, corpos-migrantes de muitos territórios, corpo-correntezas, marolando nos navios da escravidão, margeados entre campos, matas, várzeas, traduzidos em quilombos, favelas, senzalas urbanas, zonas periféricas onde a dor urge ainda, mas os grilhões não foram suficientes para nosso extermínio. Quando calavam as vozes, (e ainda hoje tentam) não eram capazes (nem nunca serão!) de isolar os corpos nus, desprovidos de dignidade e precarizados ao extremo físico e moral, lançados aos banzeiros existenciais rítmicos e efervescentes de sua verdade história: violada, corrompida, apagada por séculos, porém jamais vencida, ainda hoje assistida e rememorada em seus guardiões de viagem.
O que chegou até nós pelos grilhões dessa literatura única e maniqueísta de vencedores e vencidos nos negou as evidências de uma resistência histórica, cultural, lingüística, poética, religiosa e estética plurais representativas de nações inteiras distribuídas por “seus donos” afim de nos segregar . História européica as quais somos vendidos como dizimados, mas que resistentes, sobrevivemos nos tornando polivalentes, seus legítimos filhos e filhas e, portanto, polinizadores dessa outra parte desse enredo antigo que nos permite um protagonismo macro, múltiplo, equitário, dialógico e possível, que precisa ser re-contado para que todas e todos, povos negros, afrobrasileiros, afro-ameríndios e seus descendentes, todos e todas, sem distinção, sejam contados juntos sem noves fora.
O que se presenciou no TWH refletiu, na noite do dia 11 de abril de 2017, foi a ebulição de narrativas contemporâneas de corpos periféricos em rede, corpos-palavras, textos-imagéticos, arquétipos, sonoridades, cores e matizes multimidiáticos de nações distintas com rostos e localidades familiares; povos-populações marcadas pelo “brasileiro” entre local e global, sem a ditadura do golpe e do consumo. Deusas e deuses batuqueiros, rimados, descalços a benzer com seu suor a terra de nossos avôs e avós, re-inventando a Amazônia assistida de um sudeste que igualmente a ama e por isso a pesquisa com delicadezas de ternuras. Quilombo e as lutas por terra são temas que não ficam de fora compondo, subliminarmente, o texto-base do corporrede em manifest_Ação.
Eis a mística do corpomídia, defendido por Greiner e Katz, como trans, (no texto Por uma teoria do corpomídia):  corpo atravessado pelo vivencial e artístico, por sua natureza histórico-espacial, como canal e mensagem indissociado do seu composto étnico ancestrral dilatado considerado por mim como [,,,] “um corpo cênico nascido da cultura e expandido nesse gigantismo do termo, elevado à sua potência máxima e imediata de ser e estar no  mundo e com o mundo, corpo que  sempre me encantou.” Corpos-territórios, corpo como espaço de um cênico extraordinário porque é, antes, cotidiano, guardador de toda vida, terra, semente e fruto nesse mundo físico, espiritual, social e cultural que habitamos nos toranando matéria viva. No caso deles um corpo único conjugado em ‘companhia’ se dando da forma que é, exatamente como se apresenta à nossa apreciação: a experiência da percepção, comportando tudo: contraposições e dualismos extremos, cru e elaborado, sedução e denúncia; pequeno quando espetacularizado e só, mas grandioso como uma caixinha de detalhes, sem qualquer esforço de rompimento com essa rotina ordinária da qual o espetáculo nasce. A cotidianidade da vida carregada de conflitos políticos e singelezas míticas que a torna esse ciclo entre ir e vir, entre nascer, crescer, trabalhar, reproduzir, comunicar-se expressando-se e morrer  um giro concêntrico entre princípio, meio e fim sem fim.
No espetáculo “Terreiro Urbano” o que a Cia Treme Terra revela são corpos cíclicos ‘voltando pra casa’ em cada apresentação, penso eu aqui com minhas folhas. Retornando sempre a eles mesmos, à vida sem mistérios, como realmente é, em cada dia, todos os dias, vidas inteiras de uma pesquisa não esgotada no espetáculo. Essa forma de dividir-se em terreiros como forma ‘repartida’ em círculos atemporais menores e poeris, no entanto com milhões e milhões de energiz_ações outras coletadas por onde passam descamando-se e (des) [res] tituíndo-se, des-re-territorializando-se aqui e ali  de outras modalidades de si onde quer que vá.
A mensagem, entre outras pode ser lida como um recado: Eis as imagens de nossa vivência mágica mais funda onde quer que estejamos entre o urbano da cidade, campos, matas ou florestas! A sociedade do espetáculo midiatizada e tão bem representada na indústria cultural tem interesse por nós, quer nos absorver para então diluir. Não embarcaremos nesses novos navios de fundo metálico, espelhados, e com canto de sereia nesses discursos apregoados pelas lentes de uma mídia arauto do capitalismo tardio que nos vende como produtos a serem consumidos por bagatela. Estamos numa economia de mercado, mas nos recusamos a ser reduzidos a obra ou produto de vitrine ou prateleiras em série (apesar de estarmos em estado de câmbio estratégico permanente com ele).
Nessa hora de batalhas políticas inter-nacionais no campo étnico-raciais lembrança e esquecimentos precisam ser acionados para que a materialidade de nossos acordes corporais não se percam nos oceanos do mundo. É emergente, urgente, de norte a sul do país que corpo e memória, memória e história, ritualidade e trabalho, tempos e espaços,  convirjam na possibilidade de encontros artísticos trans-formadores, nos quais a junção estética-ética-política-poética,  passadas e presentes, nos oriente para um futuro mais assertivo e autoafirmativo para povos negros e ameríndios e seus descendentes.
Num xirê[5] de corpo, bem dosado legitimamente urbano, a cia passou por Belém do Pará celebrando a vida da cidade, na cidade e nas cidades contempladas com o projeto na benção de seus/nossxs digníssimxs orixás. Devoção e trabalho marcam uma gira[6] na qual o figurino conceitual demarca indumentárias afro-contemporâneas totalmente favorecidas pelos códigos de uma periferia criativa, colorida, fina e juvenil sem rodeios. Não houve necessidades de máscaras e maguiagens, todo o resto estava nelxs, eram elxs.
Corpos negros, magro, gordo, feminino, masculino, em planos alto, médio e baixo cadenciavam o balé que encontrou nos Kaiowás nosso giro aldeão de meio. Pais e mães de santos ali são saudados com respeito! Filhos e filhas de santos e santas são re-conhecidos, lugarizados! A favela, a periferia, o morro e o quilombo encontram o sentido de re-existir com orgulho e reconhecimento. Estamos realmente em casa!
Descemos do barco, saímos das senzalas, foi-se o teatro! Caíram os muros, a arquitetura cênica, o palco foi negado! Correntes foram quebradas substituídas por laços, elos afetivos quando legbaras celebraram o encontro de aiyé (o mundo) e orum ( a espiritualidade, o infinito). Todos dançantes irmanados por uma energia de tons celeste-ancestrais, enquanto o ‘grande público’ invadiu a cena. E todos e todas foram felizes nesse ‘ali’. As luzes não precisaram ser apagadas, o tambor não foi silenciado!
No Pará, terra do treme, o tecno treme o ombro, o jambú treme a boca, o axé treme o corpo e alcança a alma, cai a humanidade em si, corporific-Ação em/com Terreiro Urbano. E Tremeeee Terraaaa!! E tremeeeee corrrpooo!
De fato, somos todos e todas Kaiowás!
Okê arô, Oxossi, reina de norte a sul!




[1] Atriz-performeira amazônida, pesquisadora interdependente, realizadora de cena entre a urb e os rios da grande floresta. HTTP://pesquisocorpocenico.blogspot.com

[2] Informações obtidas do site do grupo https://www.nacao.org.br/sobre-1-c4xz
[3] O Casarão dos Bonecos é um espaço centenário que abriga o grupo In Bust Teatro com Bonecos, desenvolvendo inúmeros projetos com apresentações de espetáculos, oficinas, workshops, ensaios de grupos de artes da região e de outros Estados do Brasil. Além dos espetáculos e da pesquisa acadêmica, o núcleo inbusteiro trabalha na campanha de restauração do Casarão, localizado na Avenida 16 de novembro, número 815, Cidade Velha.
[4] Disponível no artigo Lá fora, na boca e no olho da rua!” Narrativas do corpomídia do performer em “Terreiro é o mundo!”, em Belém do Pará. Texto de minha autoria no âmbito do Mestrado em Comunicação, Linguagens e Cultura na Universidade da Amazônia, resultante da disciplina Imaginário e Saberes Amazônicas, em 2017.


[5] uma palavra Yorubá que significa roda, ou dança utilizada para evocação dos Orixás conforme cada nação.

[6] Gira ou Jira (no idioma quimbundo nijra, caminho), na Umbanda, lê-se a reunião, o agrupamento de vários espíritos de uma determinada categoria, que se manifestam através da incorporação nos médiuns. A gira pode ser festiva, de trabalho ou de treinamento.








quarta-feira, 29 de março de 2017

GRUPO VOZES DA PEDAGOGIA DA UFPA EM AÇÃO - TEATRO POLITICO NA UNIVERSIDADE























LANÇAMENTO DA CARTOGRAFIA IMPRESSA E APRESENTAÇÃO DO PROJETO ECOSSISTEMA TROPICAL 2.0 Cartografia sobre coletivos de intervenções urbanas no Brasil



ECOSSISTEMA TROPICAL 2.0

Cartografia sobre coletivos de intervenções urbanas no Brasil
Convidamos a todos para o lançamento da cartografia impressa e apresentação do projeto ECOSSISTEMA TROPICAL 2.0.

O projeto Ecossistema Tropical 2.0 se desenvolveu ao longo de 2016 entre os dias 12 de outubro a 05 de novembro, envolvendo 4 jornadas de 96 horas de trabalho distribuídos em laboratórios experimentais.
Sediados em 4 capitais brasileiras – São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA e Belém/PA o projeto contou com a participação de 9 coletivos brasileiros de arte: BIJARI, EIA, GIA, OPAVIVARA, ocupeacidade, HUB LIVRE, Grupo EmpreZa, Coletivo Madeirista e Rede [aparelho]-:,que formaram novos grupos nômades em composições inéditas para o desenvolvimento de novas ações urbanas, ações colaborativas, reflexões de rede e novos jogos afetivos. 
Uma nova rede de conexões se armou, convidando o público a interagir com o processo em espaços independentes e institucionais, no intuito da composição de um processo livre de criação que pudesse tomar a cidade como fonte de pensamentos, gerando intervenções e interferências na paisagem urbana.
Assim, a partir de lugares como Espaço Saracura (RJ), do Condominio Cultural (SP), Casulo Cultural (PA) e EBA (BA) pudemos reunir um grupo de cidadãos engajados em pensar as cidades agindo sobre o espaço. 
Com uma metodologia experimental calcada em 4 eixos conceituais como Narrativas Comunitarias, Ações Nômades, Grafismos Urbanos e Corpo-Paisagem, estabelecemos um campo relacional, conjugando as possibilidades reais de ação com uma narrativa permeada de atravessamentos simbólicos.
Criamos 3 intervenções efetivas no espaço público nas cidades de Salvador – “Qual a sua bandeira ?”, São Paulo – “Território Livre + EU_PIXO” e Belém – “Crônica da Morte Anunciada”. No Rio de Janeiro, o processo se desenvolveu por um camada de hackeamentos teóricos com a participação do Coletivo 28 de maio (UERJ + UFF) e coletiva Maria Bonita.
O fruto desses processos pode ser apreciado através da cartografia impressa, que relaciona os relatos das ações propostas com uma composição gráfica que gera interpretações diversas nesse campo de produção estética. 
A metodologia como campo experimental da ação cartográfica assume um legado de perspectivas, balisando o lastro de produção vinda dos grupos convidados, com a possibilidade de novas leituras e mutações sistêmicas na estruturação de novos modos de compactuar a ação de trabalhar arte no espaço público.
Os eventos de lançamento da cartografia impressa serão simultâneos e em escala nacional acontecendo :

Quinta-feira 23 de fevereiro de 2017 

- Belém – 15hrs
Coletivo Rede [aparelho]-:
Atelier da Faculdade de Artes Visuais da UFPA 
Rua Augusto Correa, 01 – Campus Guama

- Salvador – 19hrs
Coletivo GIA - Grupo de Interferência Ambiental
OLIVEIRAS – Bairro do Santo Antonio
Rua da Direita, 110 - Santo Antonio
Vai ter SAMBAGIA !!!!!

- São Paulo – 17hrs
Coletivos : HUB LIVRE - BIJARI - EIA - Experiência Imersiva Ambiental - ocupeacidade
CASA AMARELA – Quilombo Afro-Guarany
Rua Visconde de Ouro Preto, 186-242
Rua da Consolação, 1075

Sexta-feira 03/03

- Rio de Janeiro – 17hrs
Coletivo OPAVIVARÁ!
Praia do Arpoador


Visualização online disponivel atravé da parceria com a editora Invisiveis Produções








Sesc traz vasta programação no primeiro fim de semana de abril

Informações obtidas do site  do SESC no Pará 
http://www.sesc-pa.com.br/index.php?page=materia&id=799
em 29/03/2017

O Serviço Social do Comercio (Sesc), traz nos dias 01, 02 e 03/04, muitas
programações para o comerciário e público em geral, nas unidades de Belém,
Castanhal, Marabá e Santarém. Toda programação é gratuita.
Em Santarém, no dia 01/04 (sábado), às 09h, tem Cine Kids, uma  programação
especial de cinema, com filmes voltados ao universo infantil e familiar. No dia 03/04,
às 18h30, será realizada a Mostra de filmes "Tati por inteiro" com o filme "Carrossel Da
Esperança" de Jacques Tati. No longa, François é um carteiro francês distraído e
freqüentementeinterrompe suas tarefas para conversar com os habitantes da pequena
cidade onde vive. Juntamente a estes, observa atenciosamente Marcel e Roger
montarem sua feira. 
Após assistir em um filme os métodos mais rápidos dos correios dos Estados Unidos, 
François inicia uma nova jornada em sua bicicleta. De 03 à 28/04, das 8h30 às 20h, 
tem o Projeto Doe Livros e Compartilhe Conhecimentos, que tem como objetivo
viabilizar o acesso à literatura, através de doações e troca solidária de livros.
No ato da entrega os livros serão 
avaliados e, se bem conservados, serão trocados por cupons. 
Ainda no dia 03/04 (segunda), das 16h às 18h30, tem a recreação Aqui tem Sesc! 
Uma programação que contempla diretamente a clientela comerciária com serviços 
de lazer e entretenimento que conta com animação de rua e diversas brincadeiras 
de socialização e gincanas, com o intuito de proporcionar bem-estar ao trabalhador do
comércio, alegrando as tardes de segunda no centro comercial.
No Sesc Doca, em Belém, 01 a 29/04, das 09h às 20h, acontece o Projeto Doe livros 
e Compartilhe Conhecimento, promovendo a captação e difusão de livros,
com a clientela de comerciários, dependentes e comunidade em geral,
no qual os participantes deverão doar livros novos ou usados em um bom
estado de conservação.  No momento em que os participantes doarem os livros,
receberão um cupom, que posteriormente poderão escolher outro título correspondente.
Castanhal, traz no sábado (01/04), às 9h30, a contação “A Lenda De Anansi 
(Lendário africano)”, por Rosilene Cordeiro. No dia 03/04 (segunda), às 16h e às 18h, 
tem Cine Sesc com o filme "Memórias Do Cine Argus" de Edivaldo Moura.
O documentário mostra as pesquisas do diretor Edivaldo Moura sobre o Cine Argus
iniciaram em 2012, junto com as
 gravações das primeiras entrevistas. A motivação por produzir um filme sobre o
cinema de rua que marcou a história do município de Castanhal remete à infância
do realizador. Sua paixão pelo cinema nasce com a primeira sessão assistida no Cine
Argus, em 1991, aos 11 anos de idade. Dali em diante o Cine Argus passaria a
fazer parte de suas tardes. Tratava-se de uma sessão dupla: 
A Volta dos Mortos Vivos II (Ken Wiederhorn) e As Aventuras do Barão de Munchausen 
(Terry Gilliam). Classificação livre.
Em Marabá, dia 01/04 (sábado), às 10h, tem cinema com o filme "Contos da noite" de
de Michel Ocelot. Nessa animação, todas as noites, uma menina, um menino,
e um velho técnico se reúnem em um pequeno cinema. Embora o lugar pareça
abandonado, ele é cheio de magia. Os três amigos pesquisam, inventam, desenham
e se vestem como diversos personagens.
Voltando pra Belém, no Centro cultural Sesc boulevard, dia 01/04 (sábado), às 11h, tem 
a contação "A Piraíba", com Katulo Gutierrez e participação especial de Alci Santos. 
Como que poderia um único peixe amazônico ser tão grande ao ponto de colocar em 
risco de afundamento toda uma ilha? O filhote já é um peixe muito conhecido da 
culinária regional e é um peixão, mesmo assim é só um filhote, pois sua mãe,
a Piraíba é muito maior. Mas surpreendente mesmo é o final da história.
Ninguém consegue acreditar. Às 19h tem o 
Espetáculo de dança flamenca "Pará A Compá", com a Cia. Flamenca do Pará Ney 
El Moro e direção de Cassius de La Cruz. O Flamenco é a música, o canto e a dança 
cujas origens remontam às culturas cigana e mourisca e está associada
principalmente à região da Andaluzia na Espanha. Através dos compás (ritmos)
do flamenco, o espetáculo mostra bailes 
dançados mundo afora, com momentos dedicados exclusivamente à música através da 
percussão e da guitarra, além de trilhas sonoras de renomados nomes da música 
espanhola. O espetáculo conta com música ao vivo. No dia 02/04 (domingo), às 11h,
 tem mais dança flamenca com a reapresentação do espetáculo "Pará A Compá", com a
Cia. Flamenca do Pará Ney El Moro e direção de Cassius de La Cruz. Classificação livre.

Serviço:
Sesc em Santarém
Cine Kids
Dia: 01/04/2017
Horário: 09h          

Mostra de filmes "tati por inteiro"
Cine Sesc com o filme "Carrossel Da Esperança" de Jacques Tati
Dia: 03/04/2017
Horário: 18h30      
Classificação: Livre

Projeto Doe Livros e Compartilhe Conhecimentos
Dia: 03 a 28/04/2017
Horário: 8h30 às 20h           

Aqui tem Sesc!
Dia: 03/04/2017
Horário: 18h30      
Local: Belo centro

Local: Sesc em Santarém (Rua Wilson Dias da Fonseca Nº 535 – Centro).

Sesc Doca
Projeto Doe livros e Compartilhe Conhecimento
Dia: 01 a 28/04/2017
Horário: 09h às 20h

Local: Sesc Doca (Rua Senador Manoel Barata,1873)


Sesc em Castanhal
Contação de Histórias “A Lenda De Anansi (Lendário africano)”,  

por Rosilene Cordeiro.
Dia: 01/04/2017
Horário: 9h30

Cine Sesc com o filme "Memórias Do Cine Argus" de Edivaldo Moura
Dia: 03 a 07/04/2017
Horário: 16h e 18h
Classificação: Livre

Local: Sesc em Castanhal (Av. Barão do Rio Branco, 10 – Nova Olinda)

Sesc em Marabá
Cine Sesc com o filme "Contos da Noite" de Michel Ocelot
Dia: 01/04/2017
Horário: 10h
Classificação: Livre

Local: Sesc em Marabá (Av. Transamazônica, 1925 – Cidade Nova)

Centro Cultural Sesc Boulevard
Contação de histórias infantis "A Piraíba”, com Katulo Gutierrez e participação especial de Alci Santos
Dia: 01/04/2017
Horário: 11h

Espetáculo de dança flamenca "Pará A Compá", com a Cia. Flamenca do Pará Ney El Moro e direção de Cassius de La Cruz
Dia: 01/04/2017
Horário: 19h
Classificação: Livre

Espetáculo de dança flamenca "Pará A Compá", com a Cia. Flamenca do Pará Ney El Moro e direção de Cassius de La Cruz
Dia: 02/04/2017
Horário: 11h
Classificação: Livre

Local: Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523)


Informações: (91) 3224-5654 (Centro Cultural Sesc Boulevard)
                       (94)3324-4444 (Sesc em Marabá)     
                       (91) 4005-9519/4005-9524 (Sesc Doca)       
                       (93) 3522-5126/3522-1423 (Sesc em Santarém)
                       (91) 3721-2294 (Sesc em Castanhal)
                       (91) 4005-9584 / 4005-9587 (Coordenação de Comunicação do Sesc no Pará)

cecomsescpa@gmail.com 
Facebook: Sesc Pará
Publicado em 29/03/2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

Mulher MARIA, Marianas MULHERES

[...] o sagrado feminino na Igreja católica romana se chama Maria. Mas numa religião de origem e disseminação patriarcal seria muita pretensão ter uma mulher "operando comunitariamente" na SS Trindade. Daí chamaram de Espírito Santo o fluído renovador, o comunicador sensível e potencializador da vida de toda humanidade, pelos séculos, dos séculos. Maria ficou de fora com o título de "mãezinha do céu", herdou "simbolicamente" o reinado entre o céu e da terra só que fora do Mi[ni]stério, não opina, apenas intercede.
 
O culto à onipotência, onisciência e onipresença masculina é anterior às invasões históricas e culturais. A luta não não é contra o bem e o mal, nem contra o certo ou errado... a luta foi, é e sempre será entre quem tá dentro e quem ficou de fora, quem organizou a história, quem a recontou (quem se fortalece com ela) e quem apenas ouve passivamente e pratica a história nessa literatura fechada. Entre quem tem o poder e quem obedece...
 
Só que o culto à divindade de Maria é muito maior, vazou do dominio da Igreja e se expandiu numa proporção que atualmente ultrapassa credos e limites arquitetônicos e eventuais, entre roMARIAS, novenas e procissões. Culto de fé cotidiana, vida em ação, atuação diária que continua inspirando mulheres...quebrando amarrações, desfolhando e dissipando maldades...Maria de todos os dias e muitas Marias!! Sobretudo entre campos, matas, florestas...profundezas e margens de rios...
Ficção?! Loucura? Sacrilégio? Talvez...ou não! Só que essa é a minha versão dos fatos. Eu sou Mariana: no nome, no pensamento e nas ações.E mesmo pela beira, nós as marianas, entre templos e terreiros, já caminhamos bastante...só que ainda temos muito que remar, se arriscar, confrontar, debater, re-fazer, re-viver esse sagrado em nós.
 
[...] Rosilene Cordeiro Rosilene Cordeiro
 

Salve a Deusa! Salve Maria! Salve Oduduá, divindade feminina da criação de toda matéria, origem da vida. Senhora do universo, útero da terra.
Salve curandeiras, rezadeiras, puxadeiras, parteiras, benzedeiras, salve pretas e índias velhas...Salve!
Salve Oxalá, nossa divina GRAÇA!


Fonte da imagem: http://amazoniapreservacaodavida.blogspot.com.br/2012/06/benzedeiras-da-amazonia, acessada em 03/03/2017.